July 18, 2025

Ouvir, partilhar, transformar: mais de uma década a impulsionar a limpeza profissional

A distribuição é um pilar essencial da estratégia da Nilfisk Iberia. Ricardo Benítez, Diretor de Vendas Indiretas, partilha os principais aprendizagens, desafios e oportunidades que estão a moldar o futuro do setor da limpeza profissional.

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Ricardo Benítez soma mais de 10 anos a deixar a sua marca na Nilfisk. Atualmente é Diretor de Vendas Indiretas para a região Ibérica (Portugal e Espanha) e, ao longo da sua carreira, tem assumido cargos de elevada responsabilidade, sempre com uma abordagem estratégica com proximidade ao cliente. Quem trabalha com ele destaca a sua clareza, dedicação e paixão contagiante pelo canal de distribuição. Nesta entrevista partilha a sua visão sobre o setor, a evolução da Nilfisk e as tendências que estão a moldar o futuro da limpeza profissional.

 

1. Ricardo, já somas mais de uma década na Nilfisk. O que mais mudou — e o que mais te marcou — neste tempo?

 

O mercado mudou profundamente em muitos aspetos, e na Nilfisk soubemos adaptar-nos, reagindo com a agilidade necessária a cada transformação. Uma das mudanças mais significativas foi o aumento da informação e das opções disponíveis para o cliente, o que elevou consideravelmente o seu nível de exigência: hoje, procura rapidez, um apoio pós-venda irrepreensível, transparência informativa e uma verdadeira integração do fornecedor nos seus próprios processos.  O que mais me marcou neste tempo foi a evolução para um modelo comercial muito mais técnico e profissional, no qual criar valor real em cada interação se tornou um dos nossos principais diferenciais.

 

2. Passaste por diferentes funções-chave na empresa. Como é que essa visão global influencia hoje a tua forma de liderar o canal indireto?

 

Para mim, foi uma oportunidade única, pela qual me sinto muito grato — tanto por a ter vivido como por tudo o que aprendi ao longo do caminho. Ver de perto como diferentes dinâmicas, visões de negócio, culturas empresariais, mentalidades e exigências locais se traduzem em estratégias e execuções distintas dentro do canal indireto obriga-te a elevar o nível de autocrítica, a refinar a capacidade de reflexão e a ampliar a perspetiva estratégica. Tudo isso permite antecipar com maior precisão as tendências que vão marcar o negócio nos próximos 3 a 5 anos.

 

3. Foste também Country Manager interino e Product Manager. Como é que equilibras a estratégia com o dia a dia operacional?

 

Para mim, a estratégia e a operação estão completamente interligadas. O dia a dia não é mais do que a execução tangível de uma estratégia — que perde todo o seu valor se ficar apenas como uma declaração de intenções anunciada no início do ano, mas que não é compreendida, discutida ou realmente integrada nas rotinas da equipa. Fazermos com frequência perguntas-chave — porque fazemos o que fazemos, o que deveríamos deixar de fazer — e evitarmos interpretações automáticas marcadas por enviesamentos de confirmação, ajuda-nos a manter o foco, a cultivar uma escuta ativa e a alinhar a ação com os objetivos reais.

 

4. Qual consideras ser, atualmente, o maior desafio da distribuição no setor da limpeza profissional na Península Ibérica?

 

Destacaria principalmente dois grandes desafios. O primeiro é atingir a dimensão adequada para competir num ambiente cada vez mais exigente; o segundo, e não menos importante, é a capacitação e qualidade das equipas comerciais. A distribuição precisa de evoluir de um modelo centrado na gestão de encomendas para um modelo muito mais proativo, onde se criem oportunidades, se gere valor e se construam relações mais sólidas com o cliente.

 

5. Que oportunidades vês no canal indireto a médio prazo?

 

Sem dúvida, a especialização é fundamental, tal como a profissionalização das equipas comerciais. Num ambiente altamente competitivo, será indispensável contar com profissionais proativos, capazes de executar com precisão as estratégias do distribuidor, adaptar-se às necessidades do mercado e gerar valor real em cada interação com o cliente.

 

6. Sustentabilidade, automatização, eficiência energética… Que tendências acreditas que vão fazer a diferença nos próximos anos?

 

Sem dúvida, as três que mencionas — sustentabilidade, automatização e eficiência energética — são fundamentais, mas acrescentaria também a digitalização e o impacto que terá a integração da inteligência artificial neste e em todos os setores.
Num ambiente cada vez mais exigente, a diferenciação, uma gestão interna eficaz e, sobretudo, a profissionalização e preparação das equipas comerciais serão elementos-chave para manter a competitividade.

 

7. Como tem evoluído a proposta de valor da Nilfisk para os distribuidores nos últimos anos?

 

Tem evoluído de forma significativa. O nosso crescente nível de especialização nos diferentes segmentos do mercado permitiu-nos desenvolver propostas de valor mais ajustadas às necessidades reais de cada distribuidor. Isto não só nos ajuda a diferenciar-nos, como também tem um impacto tangível nos resultados dos nossos parceiros e na sua capacidade de construir estratégias sustentáveis a médio prazo.

 

8. O que destacarias na cultura interna da Nilfisk? O que torna esta empresa especial para ti?

 

Fico contente por fazeres esta pergunta, embora não seja fácil de resumir. Há vários aspetos que tornam a Nilfisk especial para mim. Destacaria, em primeiro lugar, o compromisso genuíno em ajudar o cliente, algo que se sente em todas as áreas. Também valorizo muito a liberdade para trabalhar com autonomia, apresentar ideias e tomar decisões. O elevado nível técnico das nossas soluções, a cultura colaborativa, o respeito entre colegas e departamentos, assim como a qualidade humana e profissional que se percebe desde os processos de seleção, são elementos que fazem da Nilfisk um lugar onde vale a pena estar.

 

9. Que papel achas que a digitalização deve ter na rede de distribuição?

 

Não tenho muitas dúvidas sobre isso: a digitalização será fundamental para que a distribuição continue a ser competitiva. De facto, é uma das razões pelas quais considero essencial que os distribuidores tenham o tamanho adequado. Adaptar-se ao ritmo das mudanças, assumir investimentos tecnológicos e responder às crescentes exigências dos clientes não é fácil num contexto de escassez de pessoal, elevada rotatividade e altos níveis de absentismo. Estamos num ambiente com um nível de exigência muito elevado e uma concorrência intensa, e só aqueles que se transformarem digitalmente estarão em condições de enfrentar estes desafios com garantias.

 

10. Trabalhaste muito próximo das pessoas, do produto, da estratégia... O que te motiva hoje a continuar a dar 100% na Nilfisk?

 

Sou apaixonado pelo que faço e estou convencido de que a Nilfisk é o melhor parceiro possível para muitos dos nossos clientes. Contribuímos para que os seus negócios, tanto no presente como no futuro, sejam mais rentáveis, mais sustentáveis e proporcionem um maior valor aos seus próprios clientes. O nosso objetivo comum é claro: ambientes de trabalho mais limpos, higiénicos e seguros, com o menor impacto ambiental possível. E fazer parte desse propósito é o que me motiva todos os dias a dar o meu melhor.

 

11. Se tivesses de definir a tua visão de liderança numa frase, qual seria?

 

Partilhar, colaborar, ouvir muito e exigir ações que nos levem aos resultados esperados aplicando as diferentes estratégias.

 

12. Que conselho darias a alguém que está agora a começar neste setor?

 

É uma pergunta muito pessoal e difícil de generalizar, mas diria para ouvir e perguntar muito, tentar encontrar a sua própria resposta sobre o que quer aportar aos seus clientes e, acima de tudo, esforçar-se por fazê-lo na empresa certa.

 

13. O que aprendeste durante este tempo que gostarias que outros também soubessem?

 

Obsessiona-te por perceber que valor aportas.

 

14. Por fim, o que te deixa mais orgulhoso quando olhas para trás na tua trajetória na Nilfisk?

 

A enorme sorte de me ter cruzado com pessoas extraordinárias — profissionais e mentores — das quais aprendi imenso, que me permitiram ser eu próprio e que fazem parte inseparável de tudo o que pude aportar nestes anos.

 

 

Num setor em constante evolução, contar com perfis como o de Ricardo Benítez — próximos, estratégicos e comprometidos com o valor real — é fundamental para transformar desafios em oportunidades. A sua visão continuará a ser um motor importante para construir um canal indireto mais forte, ágil e alinhado com as necessidades do mercado.

 

Se queres saber mais sobre como a Nilfisk apoia os seus distribuidores na Península Ibérica ou estás interessado em colaborar connosco, não hesites em contactar-nos. Vamos construir juntos a próxima etapa da limpeza profissional.

 

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